Vede como eles se amam

5.º Domingo Páscoa (Ano C)
Jo 13, 31-33a.34-35

P. Gonçalo Portocarrero de Almada | Opus Dei

Desafio-te:

Sai de casa, mostra aos outros o teu amor por Cristo.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Quando Judas saiu do Cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus foi glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora. Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».
Palavra da Salvação.

(Jo 13, 31-33a.34-35)

Neste quinto domingo da Páscoa fala-se do mandamento novo, do mandamento da caridade. E, curiosamente, de uma forma um pouco paradoxal, a primeira referência que lemos no texto deste Evangelho é que Judas abandonou o Cenáculo, onde Jesus estava reunido com os seus apóstolos. E fê-lo por uma razão: tinha que O entregar, tinha que O trair. E foi por isso que abandonou aquela Última Ceia, em que Nosso Senhor lhe tinha lavado, também a ele, os pés, dando exemplo do amor que nós devemos prestar uns aos outros.

Para nós cristãos com certeza que nos incomoda esta figura. Um dos apóstolos, um dos doze, escolhido pelo Senhor, não tinha menos vocação que os outros e, no entanto, foi o traidor. Isto quer dizer que nós temos que sentir, também em nós, essa mesma fraqueza e será conveniente que sintamos também a nossa fragilidade e tenhamos também, por isso, a necessidade de recorrer ao Senhor para pedir-Lhe que Ele nunca nos abandone, que nunca permita que nós O abandonemos a Ele.

E abandonamos o Senhor quando O não amamos, mas também quando não amamos os nossos irmãos. Não seria verdadeira uma devoção que nos levasse a rezar muito, a participar em muitos atos de culto, mas a desprezar ou sequer a ter indiferença por aqueles que estão a nosso lado. Sabemos que as coisas boas e más que fazemos aos outros é a Cristo que fazemos também. E é esse o critério que o Senhor utilizará no final dos tempos para nos julgar.

O mandamento novo é também a receita para a evangelização que o Santo Padre nos pede, que todos nós desejamos realizar. Neste mundo às escuras, neste mundo onde falta o testemunho do amor, nós cristãos nos temos que distinguir por este sinal. Diziam isso dos primeiros cristãos: “Vede como eles se amam”. Os pagãos, pelo contrário, odiavam-se, guerreavam-se, discutiam, muitas vezes queriam mal uns aos outros. Mas entre os cristãos isso não acontecia. E foi mais pelo fervor da sua caridade do que pela luminosidade da sua fé ou da sua esperança que o mundo antigo se converteu à fé de Cristo. Mas este amor, este mandamento novo, por vezes, ainda está novo, porque ainda está por estrear em muitos corações.

Vamos pedir a Nosso Senhor que Ele nos ajude para que este novo amor, que Ele nos pede, seja uma realidade em cada um de nós, nas nossas famílias, nas nossas comunidades e em todo o mundo.

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

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