Todos os Santos

Todos os Santos (Ano A)
Mt 5, 1-12a

P. António Fernandes | Missionários da Consolata

Desafio-te:

Escolhe alguém para dar a mão! Vai e fala! Junta a tua voz à voz do outro! Falem de Deus nas vossas vidas!

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n'O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo: «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».
Palavra da salvação.

(Mt 5, 1-12a)

Hoje celebramos a solenidade de Todos-os-Santos. Que bonito pensar que a santidade é felicidade. Eu acho que essa é a coisa mais bonita. Nós, cristãos, católicos... Já te imaginas que não podemos ser homens de caras fechadas, tristes, mas que o convite que Deus nos faz é para que tu e eu sejamos Santos? E a santidade tem muito a ver com felicidade. Felicidade minha, tua, felicidade dos outros com que te encontras no dia-a-dia e com os quais nos encontramos. Mas não é uma felicidade qualquer. É uma felicidade que vem de Deus.

Hoje, o Evangelho apresenta-nos um percurso lindíssimo para que possamos construir esta felicidade. Partilho contigo dois pontos que estão presentes no Evangelho e que são essenciais para que vivamos e construamos verdadeiramente um caminho santo, cheio de alegria, de alegria, principalmente, porque encontramos Deus. Felizes os pobres de espírito porque deles é o Reino dos Céus. Imagina que na nossa sociedade há tantas pessoas que já não sentem necessidade de se encontrar com os outros, que acreditam que o seu poder está no dinheiro, na sabedoria e não são capazes de ouvir, sentar-se e ter tempo para estar com os outros. Corremos, imaginamos tantos projetos, construímos tantos sonhos ou sonhamos com tantos projetos, mas no final falta-nos o essencial. Sentarmo-nos, no dia-a-dia, para ouvir os nossos amigos, para ouvir quem necessita, neste momento, de ser ouvido, com problemas. Ouvir Deus. Dar tempo a Deus. É fundamental. A felicidade tem a ver com isto, com a nossa capacidade de sentar-nos para ouvir os outros. Porque não há ninguém no mundo que não necessite de alguém e que não necessite de Deus. Felizes os pobres de espírito porque são capazes de dar tempo ao outro, porque são capazes de dar tempo a Deus, porque estão convencidos de que sem Deus não há transformação possível. Que bom seria que juntos saibamos dar espaço para que o outro cresça, dar espaço para que Deus possa viver em mim e em ti.

Mas não basta isto. É preciso criar tempo para que os outros sejam escutados e que Deus seja escutado. Mas também é fundamental construir a justiça. Felizes os perseguidos. O Evangelho é um risco. O Evangelho implica a nossa vida, implica ações coerentes. E nós cristãos somos felizes porque com Deus queremos ajudar todos os homens e todas as mulheres. Imagina: Quantas pessoas necessitam de que tu lhe dês a mão? Quantas pessoas e quantas sociedades e povos necessitam que tu sejas a sua voz? Que tu e eu possamos juntar as nossas vozes porque ouvimos Deus, porque sabemos que Deus é a razão da nossa existência, mas porque sabemos que Deus sendo a razão da nossa existência se preocupa pelo outro. Temos que nos juntar. Temos que ouvir Deus e temos que olhar com os olhos de Deus para a sociedade que estamos a construir.

Que bonito! Que felizes são aqueles que dando a sua vida não olham para o seu salário, que dando o seu tempo não estão à espera de recompensa. “Felizes vós sereis porque sereis perseguidos por causa do Meu nome. E o Meu nome é o Amor sem medida, o amor para quem necessita”. Obrigado, Deus porque me ajudas a compreender que tu és o centro da nossa vida. Mas obrigado, também, porque me ajudas a compreender que o nosso ser cristão é uma adesão quotidiana e contínua para que o outro tenha vida e a tenha em abundância, como Tu queres que todos os homens e todos os seres humanos a tenham.

P. António Fernandes

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