Solenidade de São Pedro e São Paulo

Solenidade de São Pedro e São Paulo (Ano A)
Mt 16, 13-19

P. Tony Neves | Missionários Espiritanos

Desafio-te:

  • Vai ao Facebook procura uma notícia negativa! Dá uma palavra de consolação, de esperança e de abertura ao futuro!
  • Vai ao Facebook procura uma notícia positiva! Faz a festa, diz que estás contente, compartilha essa felicidade!

Descarrega: Sem PDF | Sem video

Partilha:

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».
Palavra da salvação.

(Mt 16, 13-19)

Mas que grande pergunta! “Quem dizem as pessoas que Eu sou?” E também as respostas são grandes ou às vezes são pequenas, depende um bocadinho da sabedoria. Os Apóstolos foram dizendo que uns diziam que Ele era João Baptista ou até um outro profeta do Antigo Testamento. Bom, gente que não sabia, que não conhecia Cristo. Agora Pedro, que conhecia muito bem Cristo, vai dizer: "Tu és o Messias, O Filho de Deus Vivo". Esta é uma resposta de quem sabe.

E a Igreja então hoje celebra esta grande Solenidade mas junta São Pedro a São Paulo. É muito curioso porque São Pedro e São Paulo são homens com perfis muito diferentes mas que se completam bem. São Pedro era um pescador simples do lado da Galileia, e não tinha assim horizontes muito largos nunca deve ter saído muitas vezes ali da beira do lago. São Paulo, em contrapartida, era um homem viajado, um cidadão romano, um homem culto. E a Igreja ao pôr na mesma solenidade São Pedro e São Paulo quer mostrar que as diferenças devem complementar. E isso torna-se uma riqueza enorme.

Vamos imaginar que a minha equipa de futebol poderia ter dois excelentes pontas de lança. Se calhar isso não ia ajudar muito, era preferível ter um excelente ponta de lança e um bom defesa central. Porquê? Porque assim ficava uma equipa mais completa.

A Igreja ao escolher São Pedro e São Paulo para ficar juntos na mesma festa fez esta escolha, e acho que é uma escolha muito feliz. São Paulo foi um grande Missionário, um homem que andou de terra em terra a anunciar o Evangelho, a fundar comunidades e sobretudo abriu a Igreja ao Mundo. Foi ele que ajudou Pedro e outros a perceber que não era preciso ser-se judeu para se ser Cristão. Para nos Baptizarmos, para recebermos o Batismo na Igreja não precisávamos primeiro de nos fazermos judeus. Essa foi, enfim, uma questão das primeiras comunidades, mas uma questão importante, porque se hoje nós, longe da Judeia e da Galileia, estamos aqui a falar de Cristo e a falar de Deus foi porque Paulo ajudou a rasgar este novo horizonte.

Uma outra coisa que o Evangelho nos diz, é que Cristo vai dar a Pedro as Chaves do Reino dos Céus. E nós sabemos o que uma chave faz. Uma chave abre e fecha uma porta. Mas uma chave também pode ser uma chave informática, uma password, uma chave também pode fazer apertar ou desapertar parafusos e sabemos como isso é importante. Ou então aquelas chaves de interpretação que nos ajudam a perceber melhor os textos que estão escritos. E São Pedro recebeu as Chaves do Céu. Ele pode abrir e pode fechar, pode-nos ajudar a interpretar muitas coisas. Pode, sobretudo, também ajudar-nos a perceber o papel de Paulo em toda esta missão, o papel de Paulo na Igreja.

Somos uma Igreja aberta ao Mundo, uma Igreja missionária, mas uma Igreja que tenta cimentar-se sobre os Apóstolos, porque eles são os grandes pilares. E, por isso, somos uma Igreja Unida, uma Igreja que na Comunhão tem lugar para tudo e para todos. Pedro e Paulo complementam-se e dão azo, então, a esta Igreja muito livre, uma Igreja com vez e com voz para todos.

Como desafio eu sugeria que fossemos até ao Facebook um destes dias e procurássemos uma notícia positiva e uma notícia negativa. Em ambas puséssemos um post, fossemos capazes de chegar lá e disséssemos qualquer coisa. Se a notícia é negativa, que a gente dê uma palavra de consolação, uma palavra de esperança, uma palavra de abertura ao futuro. Se a notícia é positiva, façamos festa, digamos que estamos muito contentes, compartilhemos essa felicidade. Porquê? Porque é importante que nas horas boas e nas horas más, nós estejamos presentes.

Pedro e Paulo deixam-nos esta grande mensagem de que o importante não é o sermos iguais uns aos outros, mas é o complementarmo-nos. O importante é seremos capazes de dar a vida. Eles, ambos, foram mártires, ou seja, morreram pelo anúncio do Evangelho, porque quiseram que a Igreja fosse um espaço de felicidade e quiseram, sobretudo, debater-se e dar a vida pelos valores em que acreditaram.

Sejamos dignos de Pedro e de Paulo e façamos também do seu exemplo um testemunho para nós, façamo-nos dignos da sua missão, sejamos também anunciadores, testemunhas do Evangelho.

P. Tony Neves

Newsletter

Subscreve já a nossa newsletter e recebe em primeira mão cada novo episódio.