Posto de Vigia

19.º Domingo Tempo Comum (Ano C)
Lc 12, 35-40

P. Pedro Manuel | Paróquia de Boliqueime

Desafio-te:

Deixa para trás tudo aquilo que está a mais. Faz da tua vida, uma vida de serviço.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não temas, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o reino. Vendei o que possuís e dai-o em esmola. Fazei bolsas que não envelheçam, um tesouro inesgotável nos Céus, onde o ladrão não chega nem a traça rói. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração. Tende os rins cingidos e as lâmpadas acesas. Sede como homens que esperam o seu senhor ao voltar do casamento, para lhe abrirem logo a porta, quando chegar e bater. Felizes esses servos, que o senhor, ao chegar, encontrar vigilantes. Em verdade vos digo: cingir-se-á e mandará que se sentem à mesa e, passando diante deles, os servirá. Se vier à meia-noite ou de madrugada, felizes serão se assim os encontrar. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não o deixaria arrombar a sua casa. Estai vós também preparados, porque na hora em que não pensais virá o Filho do homem». Disse Pedro a Jesus: «Senhor, é para nós que dizes esta parábola, ou também para todos os outros?». O Senhor respondeu: «Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor estabelecerá à frente da sua casa, para dar devidamente a cada um a sua ração de trigo? Feliz o servo a quem o senhor, ao chegar, encontrar assim ocupado. Em verdade vos digo que o porá à frente de todos os seus bens. Mas se aquele servo disser consigo mesmo: ‘O meu senhor tarda em vir’, e começar a bater em servos e servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo chegará no dia em que menos espera e a horas que ele não sabe; ele o expulsará e fará que tenha a sorte dos infiéis. O servo que, conhecendo a vontade do seu senhor, não se preparou ou não cumpriu a sua vontade, levará muitas vergastadas. Aquele, porém, que, sem a conhecer, tenha feito acções que mereçam vergastadas, levará apenas algumas. A quem muito foi dado, muito será exigido; a quem muito foi confiado, mais se lhe pedirá».
Palavra da Salvação.

(Lc 12, 35-40)

Olá a todos! No meio do Tempo Comum, o Senhor interpela-me a mim, mas também te interpela a ti, a estarmos preparados com as nossas lâmpadas. Isto é, com as nossas vidas na busca de encontrarmos o caminho para o Senhor, mas também de abrirmos as portas do nosso coração para que Ele possa entrar.

“Vigilância!”, poderia ser o apelo do Evangelho deste domingo. “Estai vós também vigilantes porque não sabeis a hora em que o dono da casa, em que o noivo, chega.”. E esta é uma grande verdade nas nossas vidas. Nós não sabemos a hora em que o Senhor nos visita. Sabemos, sim, que quer visitar-nos. E quer visitar-nos porquê? Porque Ele quer servir-nos. Ele cinge-se como eu e tu nos devemos cingir. Prepara-se para servir a humanidade, para que a humanidade, no amor, o sirva.

Então a vigilância e o serviço são o desafio para uma terceira palavra: a felicidade. Felizes os que o Senhor encontrar preparados. E seremos felizes, porquê? Porque na história da nossa vida, o encontro com o Senhor é sempre uma oportunidade de felicidade. Não sabemos a hora, mas porque nos esforçamos por encontrar o sentido da nossa vida, sabemos que um dia o Senhor se cruzará connosco e aí nos questionará a nossa capacidade de amar.

O Evangelho de S. Lucas é um Evangelho especialmente escrito com a pena da misericórdia. Convida-nos, por isso, a deixar para trás tudo aquilo que está a mais, tudo aquilo que é acumulação e a viver, exclusivamente, do essencial. Jesus vem trazer uma nova visão do mundo, vem dizer-nos que a nossa vida não se compagina com os critérios terrenos de quem acumula e de quem vive sem fé. A nossa vida abre-se, diariamente, no horizonte da esperança. Sim, a minha e a tua vida, diariamente, são convidadas a cruzar o olhar com o olhar de Jesus e a fazer desse cruzamento o caminho para uma vida nova, essa vida visitada que quer dizer essa vida de lâmpada acesa, de vigilância, de vida gasta de serviço.

P. Pedro Manuel

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