O Amor é Concreto

2.º Domingo de Páscoa (Ano B)
Jo 20, 19-31

P. Carlos Azevedo | Hospital D. Estefânia

Desafio-te:

Amar de forma concreta! Meter a mão nas dores do outro, diariamente!

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.
Palavra da salvação.

(Jo 20, 19-31)

É sempre oito dias depois que o encontro se realiza. Uma vez mais o Senhor quer fazer encontro não só com os seus discípulos, mas também com todos nós. E aqui estamos. É verdade! Para uma vez mais nos deixarmos tocar por Ele, ou melhor, quem sabe, como Tomé, também nós podermos tocar n'Ele.

Este encontro é sempre um encontro que começa pelo sentido da paz. A paz de quem sabe que descobrindo o sentido da vida em Jesus Cristo, descobre exatamente todo o sentido que a vida pode ter. Esse encontro que o Senhor faz de oito em oito dias com os seus discípulos e também com cada um de nós é o encontro que é marcado exatamente por essa descoberta de uma nova paz, de quem sabe efetivamente qual é o grande segredo da vida. E qual é o grande segredo da vida? Dá-la! Creio mesmo que era por causa disso que Jesus se vinha dando progressivamente a conhecer depois de ressuscitado, numa eternidade sem fim. Essa eternidade é, efetivamente, um tempo também que nós podemos já tocar. E cada um de nós. Tu também podes tocar essa eternidade. Toca-la em muitos momentos da tua vida. Mas sabes quando é que a tocas essencialmente? Quando a tua vida é capaz de amar, a sério. Quando tu és capaz de amar, tu tocas esta eternidade ao jeito do próprio Jesus Cristo.

Há um pequenino segredo que Tomé nos ensina também na sua incerteza. Incerteza essa tão igual à nossa própria vida. É que precisamos, efetivamente, de tocar materialmente esta realidade. O amor não é abstrato. O amor é concreto. E tu para sentires esta paz tens que amar também concretamente... Meter a mão… Meter a mão naquilo que é responsabilidade pelo outro, nas suas dores, nas suas dificuldades, em tudo aquilo que o afeta, em tudo aquilo que o preocupa. Estaremos nós capazes para tocar e para sermos tocados?

A dúvida de Tomé era uma dúvida muito interessante. Porquê? Porque era a dúvida de quem estava com medo de descobrir que efetivamente é preciso tocar no concreto da vida, o amor não é abstrato, para que a eternidade seja sentida no nosso coração. Hoje, uma vez mais, tu também és convidado a deixar-te tocar e a tocares. Mas a tocares neste Cristo concreto, que vem ao teu encontro com uma vida nova. Uma vida que passa por amares em concreto. Que assim seja, oito em oito dias, mas como escola de aprendizagem. O que é importante é que o possas tocar diariamente, a cada instante. E é uma alegria tocar a eternidade? Com certeza que sim!

Bom domingo!

P. Carlos Azevedo

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