Mudas-Tea

2.ª Domingo Quaresma (Ano B)
Mc 9, 2-10

P. Abel Ferreira | Paróquia de Monte Abraão

Desafio-te:

Escolha um gesto negativo, uma atitude, um pensamento habitual teu. Agora muda-o! Fá-lo como faria Jesus! Transfigura-te!

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

>Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia assim branquear. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados. Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles. Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos. Eles guardaram a recomendação, mas perguntavam entre si o que seria ressuscitar dos mortos.
Palavra da salvação.

(Mc 9, 2-10)

Este é o segundo domingo da Quaresma. Neste domingo, todos os anos, aparece-nos um Evangelho que é, se calhar, conhecido. Chama-se: “A Transfiguração”. Mas este é, talvez, um Evangelho difícil de compreender. Porquê? Bom, porque São Marcos conta através de alguns elementos que não te são familiares. Não és judeu… Porque não viveste no deserto... Porque, se calhar, não conheces muito bem a cultura judaica. Vamos lá, então, tentar perceber alguns desses elementos.

Primeiro elemento é o local onde Jesus vai. Sobe a um monte, a um monte elevado, a um monte solitário. Se calhar já subiste ao cimo de algum monte e percebes uma coisa: a vista que se tem de um lugar alto, desafogado, é extraordinária. E foi aí que Jesus leva dois discípulos, os mesmos que mais tarde acompanham-no numa hora decisiva, no momento em que Jesus está na agonia de um horto.

Pois o segundo elemento que vemos neste relato são “as vestes brancas”. Para um judeu o branco era a cor de Deus, era a cor límpida. Repara que naquele tempo era muito difícil lavar a roupa. As roupas andavam sempre muito sujas e, portanto, alguém que tinha uma veste branca era algo quase extraordinário. Por outro lado, repara nisto, se tu tens um pano preto, se tu lhe pões uma luz muito forte por baixo, o que é que acontece? Percebes que ali está um pano preto, mas os brilhos, a luz vai como que tentando romper o pano e fica, de facto, muito resplandecente.

O terceiro elemento que nos aparece são duas figuras: Elias e Moisés. Se calhar já ouviste falar. Elias quem era? Foi um profeta muito importante que subiu a um monte, que não morreu. Moisés foi o profeta que tirou o povo do Egito e que disse que um dia haveria de vir trazer novamente um outro profeta. Depois aparecem-nos as tendas. As tendas era o lugar onde o povo habitava durante o deserto. Pois os discípulos têm, ao mesmo tempo, medo e alegria. Consegues perceber o que é que é a surpresa... Os sentimentos que eles têm naquele momento. Finalmente, a nuvem. A nuvem era aquele elemento que conduzia o povo no deserto.

No final de contas, o que é que Deus quer dizer com o episódio da “Transfiguração”? Uma coisa muito simples. Tu só podes seguir Jesus quando fizeres os mesmos gestos que Jesus fez, quando configurares, mudares a tua vida, os teus gestos, as tuas atitudes, os teus pensamentos como Jesus o fez.

Estás disposto a isto nesta Quaresma?

Boa caminhada!

P. Abel Ferreira

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