Grão a Grão

11.º Domingo Tempo Comum (Ano B)
Mc 4, 26-34

P. Pedro Manuel | Paróquia de Boliqueime

Desafio-te:

Pergunta-te: sou capaz de guardar silêncio para que o Reino de Deus aconteça em mim?

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo se mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita». Jesus dizia ainda: «A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar? É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra; mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra». Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas, conforme eram capazes de entender. E não lhes falava senão em parábolas; mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos.
Palavra da salvação.

(Mc 4, 26-34)

Olá a todos! Nós regressámos agora, depois das festividades pascais e também das últimas solenidades, regressámos à nossa dinâmica de sempre, dos domingos do tempo comum. E hoje Jesus procura dar-me, a mim e a ti, uma catequese muito objetiva. Ele quer que vivamos consigo no seu Reino, no Reino que é de Deus.

E para que percebamos melhor a vontade de Deus a nosso respeito, para chegarmos ao seu reino e à sua vida plena, Jesus faz duas comparações. Aliás, até nos diz, como escutávamos, que sempre gosta de nos falar em parábolas para que percebamos bem aquilo que ele nos quer dizer. E as comparações que Jesus faz são as seguintes.

A primeira convida-nos a perceber o Reino de Deus como uma semente. E qual é o trabalho da semente? É o trabalho do desenvolvimento no silêncio. É necessário sempre perceber os ritmos, perceber o silêncio e a escuta e olhar por detrás de tudo isso, uma outra dimensão, a dimensão da paciência de Deus. O Reino de Deus não se instaura de forma repentina. Nem sequer pela nossa decisão humana. O Reino de Deus, pelo contrário, instaura-se pela paciência de quem sabe que depois do sono vem o dia, depois do dia vem a noite, e que tudo, na história de Deus como na história da semente, tem o seu ritmo. A semente, as folhas, a espiga e o grão e, aí, acontece a colheita.

Mas a segunda comparação é, ainda, mais elucidativa que esta. O Reino de Deus é como o grão de mostarda, a mais pequena das sementes. Aquela que se torna quase invisível ao nosso tato, é aquela com que o Senhor compara a sua vida. E é essa porque sendo pequena se torna grande. Assim a nossa fé pode ser pequena, mas somos desafiados a perceber que a história de cada um de nós pode ser uma história grande. Basta que deixemos que o Senhor faça caminho connosco e que a nossa história se torne caminho para Deus.

Neste tempo comum, em que somos convidados a ler a nossa história a partir do caminho, do silêncio e da vontade de Deus, eu convido-te a que também tu perguntes ao Senhor: Qual é o teu caminho? Por onde deves dirigir os teus passos? Qual a Sua vontade a teu respeito? E que te perguntes a ti mesmo se, na tua história de todos os dias, és capaz de guardar silêncio para que o Reino de Deus aconteça.

P. Pedro Manuel

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