Globalização da Indiferença

Santa Maria Mãe de Deus (Ano C)
Lc 2, 16-21

D. Nuno Brás | Bispo Auxiliar de Lisboa

Desafio-te:

Não passes pelos outros com indiferença, acolhe como Deus faz contigo!

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração. Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.
Palavra da Salvação.

(Lc 2, 16-21)

Hoje, na segunda leitura, S. Paulo diz-nos que, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu filho nascido de uma mulher, nascido sujeito à lei para resgatar os que estavam sujeitos à lei e fazer deles seus filhos.

No fundo, S. Paulo diz-nos que nós não somos indiferentes a Deus. A Deus importa-lhe a humanidade. Deus toma cuidado com cada um de nós. Este é mesmo o tema também que o Papa Francisco escolheu para o Dia Mundial da Paz que hoje celebramos. Não somos indiferentes a Deus. Isso significa que nesta sociedade em que vemos a globalização da indiferença, em que tantos vivem olhando para os outros de uma forma indiferente, Deus cuida de nós. E isto convida-nos, por um lado, a acolhermos o amor de Deus que vem até nós e, agora, de uma forma muito concreta, naquele Menino do presépio. E, por outro lado, convida-nos também, a não passarmos pelos outros, quaisquer que eles sejam, de uma forma indiferente.

Este pode mesmo ser o desafio, não apenas para esta semana, mas para o resto do ano. Não somos indiferentes aos outros porque Deus também olha para nós, cuida de nós e, ao longo da nossa vida, nós somos capazes de descobrir os sinais da sua presença. Não sejamos indiferentes também nós nem a Deus nem aos outros.

D. Nuno Brás

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