Fieis Defuntos

Fieis Defuntos (Ano A)
Mt 11, 25-30

P. Rui de Jesus | Seminário de Penafirme

Desafio-te:

  1. Sê humilde, sê pequenino perante Deus, deixa Deus te conduzir.
  2. Carrega a tua vida com Jesus, mas não caias na tentação de fazer tudo sozinho e confia n'Ele.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Palavra da salvação.

(Mt 11, 25-30)

Nós comemoramos hoje, recordamos hoje todos os fiéis defuntos. O que é que isso significa? No dia 1 de novembro, nós recordamos todos os santos, ou seja, aqueles que nós sabemos que, estando já na casa do Pai, estão também, de certa forma, como que sentados já à mesa com o Pai. Já se podem, de certa forma, deliciar com o banquete do Pai.

Hoje, nesta comemoração dos fiéis defuntos, nós lembramos aqueles que já estando na casa do Pai, como que aproveitando a imagem, não podem ainda estar sentados à mesa do Pai porque ainda têm as mãos sujas, trabalho sujo, dos pecados que levaram. E, por isso, de certa forma, o Pai diz-lhes: ”Não, primeiro têm que ir lavar as mãos para, então, depois, se poderem sentar à mesa do Pai, se poderem também banquetear das delícias do Pai”.

E defunto, a palavra defunto, significa aqueles que cumpriram a sua missão. Nós não celebramos, não comemoramos apenas aqueles que morreram, nós recordamos aqueles que foram defuntos, que são defuntos, ou seja, aqueles que cumpriram a sua missão. E também nós somos chamados, hoje, no Evangelho de hoje que escutámos, a cumprir a nossa missão na terra. E com duas atitudes fundamentais a que Jesus nos chama. A primeira: a humildade. Ou seja, a sermos pequeninos. “Eu te bendigo ó Pai porque revelaste estas coisas aos pequeninos”. Porque Deus resiste aos soberbos, aos orgulhosos. Esses são aqueles que têm o coração tão cheio de si, tão cheio das suas coisas que não deixam Deus aproximar-se. O Senhor chama-nos a viver na humildade. Ou seja, a sermos pequenos, a deixarmos que Deus entre na nossa vida, a deixarmos que seja o Pai a conduzir-nos. E mais do que deixar, porque deixar pode dar a ideia de alguma coisa passiva apenas... Não! O Senhor chama-nos a uma humildade ativa, a desejarmos ardentemente sermos conduzidos pelo Pai. Não apenas como quem se deixa, mas como quem quer ser conduzido pelo Pai. A humildade.

Em segundo lugar, o Senhor convida-nos, também, no Evangelho de hoje, a carregar o nosso jugo, a nossa vida com Ele, com Jesus. Jesus diz-nos que a carga d'Ele, o jugo d'Ele é suave, é leve. E é verdade que assim é se nós o carregarmos com Jesus.

Há duas tentações nisto para todos nós. Uma primeira é nós ignorarmos a nossa carga, a nossa vida, aquilo que Deus quer de nós. E vivermos iludidos. Até ao dia em que a carga nos cai em cima e nos apanha desprevenidos e depois é uma desgraça. E uma segunda tentação é de, apesar de conhecermos a nossa carga, a nossa vida, de a tentarmos levar apenas segundo as nossas forças. Não contarmos com Jesus na nossa vida, não deixarmos que Ele entre em nós, que converta o nosso coração, vivermos a vida d'Ele, mas ao contrário, vivermos apenas com as nossas forças, com aquilo que conseguimos. E isso leva-nos necessariamente à frustração. E o Senhor chama-nos a uma outra atitude. A levarmos a vida com Ele. A nossa carga com Ele. E Ele diz-nos que quem assim vive tem uma carga leve, tem uma vida leve, uma vida descansada. Não, novamente, de uma forma passiva, mas porque vivemos confiados n'Ele.

Por isso, hoje somos convidados a duas atitudes fundamentais. Em primeiro lugar, à humildade, a quem se quer conduzido pelo Pai, a sermos pequeninos. Em segundo lugar, a levarmos uma vida com Jesus, para podemos viver descansados e para podemos também morrer descansados, ou seja, vivermos confiantes na misericórdia de Deus.

P. Rui de Jesus

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