Faz a Diferença

20.º Domingo Tempo Comum (Ano C)
Lc 12, 49-53

P. Paulo Franco | Paróquia do Parque das Nações

Desafio-te:

Adere ao projeto de Jesus. Compromete-te com o Evangelho e aceita o risco de fazer a diferença.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão que ele se acenda? Tenho de receber um baptismo e estou ansioso até que ele se realize. Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão. A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três. Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».
Palavra da Salvação.

(Lc 12, 49-53)

Fogo… Divisão… Guerra… É isto que Jesus quer? Não nos parece estranha esta linguagem de Jesus? Eu penso que sim. A mim, como a cada um de vós, será sempre estranha esta divisão.

Mas eu penso que aquilo que Jesus deseja não é propriamente a guerra, a divisão ou o fogo, no sentido literal, mas é, sobretudo, aquilo que significa ser coerente na vida. Ser coerente implica, muitas vezes, ser diferente. Implica, muitas vezes, marcar essa diferença. Implica, muitas vezes, seguir um caminho contrário àquele que todos os outros seguem. Implica, muitas vezes, estar em contracorrente. Implica, muitas vezes, ser incómodo. Implica, muitas vezes, denunciar.

E isso, quando acontece naqueles que nos são mais próximos, tantas vezes nos traz dissabores e, muitas vezes, nos deixa a pensar: “Valerá a pena?”. Para ser fiel a Jesus, para cumprir aquilo que o Evangelho me diz, para ser coerente com a fé que professo, vou ter que me chatear com esta pessoa, vou ter que discutir com aquela, vou ter que mostrar que não concordo, que não embarco, que não alinho? Nessa vida, nesse esquema, nesse projeto, muitas vezes, implica, de facto, essa atitude. Uma atitude que marca a diferença. Mas uma atitude, sobretudo, que é afirmação de testemunho.

E, no fundo, é isso que Jesus nos diz com esta Palavra: “O que quero Eu senão que o fogo se acenda?”. Significa isso mesmo: “O que quero Eu senão que essa diferença se materialize, que essa diferença se veja, que essa diferença se note na tua vida, na minha vida, naquilo que fazemos, no que somos, nas pessoas com quem nos damos, nas coisas que defendemos e, até, nas coisas que acusamos e denunciamos”.

É esse o desafio de Jesus: o desafio a ser diferente, mesmo tendo consciência que essa diferença, muitas vezes, nos pode criar, enfim, situações menos positivas nas nossas relações humanas. Pessoas que, não concordando connosco, se afastam de nós. Pessoas que não defendendo essa mesma perspetiva, porque não acreditam, porque não é a sua sensibilidade, porque não é a sua visão, muitas vezes, deixam de estar ao nosso lado. Pessoas, que em tantas outras, nos podem acusar… E, então, o que dizer em ambientes profissionais em que, muitas vezes, somos prescindidos e outros ocuparão o nosso lugar? É a consequência de ser cristão. É a consequência de responder afirmativamente àquilo que Jesus nos diz no Seu Evangelho.

Aderir a Jesus, aderir ao Seu projeto, seguir a Sua Palavra, comprometermo-nos com o Seu Evangelho, implica ser diferente, implica andar contracorrente, implica, muitas vezes, criar divisão.

P. Paulo Franco

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