Deus é para Todos

9.º Domingo Tempo Comum (Ano C)
Lc 7, 1-10

P. Abel Ferreira | Paróquia de Monte Abraão

Desafio-te:

Esta semana, vai ao encontro de um não crente. Fala-lhe da tua experiência de fé.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, quando Jesus acabou de falar ao povo, entrou em Cafarnaum. Um centurião tinha um servo a quem estimava muito e que estava doente, quase a morrer. Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo. Quando chegaram à presença de Jesus, os anciãos suplicaram-Lhe insistentemente: «Ele é digno de que lho concedas, pois estima a nossa gente e foi ele que nos construiu a sinagoga». Jesus acompanhou-os. Já não estava longe da casa, quando o centurião Lhe mandou dizer por uns amigos: «Não Te incomodes, Senhor, pois não mereço que entres em minha casa, nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma palavra e o meu servo será curado. Porque também eu, que sou um subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um: ‘Vai’ e ele vai, e a outro: ‘Vem’ e ele vem, e ao meu servo: ‘Faz isto’ e ele faz». Ao ouvir estas palavras, Jesus sentiu admiração por ele e, voltando-se para a multidão que O seguia, exclamou: «Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé». Ao regressarem a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde.
Palavra da Salvação.

(Lc 7, 1-10)

No Evangelho que acabaste de escutar e que ocupa esta semana, Jesus lança-te um desafio: como é que tu olhas aqueles teus amigos, aquelas pessoas com quem tu convives no teu dia-a-dia e que, ou não estão completamente integradas na comunidade cristã, ou até nem sequer acreditam em Deus e, às vezes, se calhar até te provocam? Olha-as com desconfiança? Quando eles te vêm com alguma questão sobre a fé, dizes: “Ah! Nem quero saber!”… “Ah! Eu sou melhor porque já acredito e eles ainda não”.

Este problema passava-se há dois mil anos com Jesus, com os Judeus e está retratado no episódio que hoje escutamos. Que episódio é este? Há um grupo de pessoas que vai ter com Jesus e pede que Jesus cure um servo de um centurião, ou seja, de um general romano que tinha soldados a seu cargo e que tinha lá um servo que estava doente. Repara nalguns aspetos: um homem que faz a guerra mas está preocupado com um dos seus soldados. Depois, o homem não vai ter diretamente com Jesus… Porquê? Bom, porque ele não fazia parte, estava fora, digamos assim, do grupo dos escolhidos. Ele não era judeu, mas mesmo assim, e este é um outro ponto importante, ele acredita em Jesus. Acredita mais, acredita que Jesus pode dizer apenas uma palavra e vai curar aquele seu servo, que é, digamos assim, socialmente uma pessoa não muito importante.

Hoje, como é que tu olhas para aqueles teus amigos que estão fora? Olhas desta maneira, como os judeus olhavam, com desconfiança? Ou acreditas que há uma hipótese? E que se calhar Deus, hoje, te está a chamar a ti, te está a desafiar a ti para que tu vás ter com aquela pessoa que ainda não acredita mas que está à espera, digamos assim, que tu lhe lances o desafio, que tu vás ter com ela?

“Diz uma só palavra e o meu servo será curado!”, esta afirmação do centurião é muito importante. Porquê? Porque ele percebe que Jesus não é um mágico, que não está ali para fazer a sua vontade, não está ali para fazer coisas extraordinárias. Mas ele, o centurião, já acreditou na palavra de Jesus. Acreditas tu, hoje, que Jesus te diz que é possível com a tua ação, que tu vás ter com alguém, vás ter com estes teus amigos? Experimenta ir ao encontro de uma pessoa que precisa da tua ajuda.

Boa semana!

P. Abel Ferreira

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