De Borla!

14.º Domingo Tempo Comum (Ano B)
Mc 6, 1-6

P. Jorge Benfica | Comunidade Shalom

Desafio-te:

Acolhe com gratuitidade a boa notícia do Evangelho! Anuncia a Boa Nova do Evangelho onde quer que estejas!

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à sua terra, e os discípulos acompanharam-n'O. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que Lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?». E ficavam perplexos a seu respeito. Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa». E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando.
Palavra da salvação.

(Mc 6, 1-6)

O Evangelho que acabámos de escutar, coloca Jesus na Sua terra Natal: Nazaré. Jesus volta a Nazaré, onde se tinha criado, para anunciar a Boa Nova do Reino. Entra na sinagoga e começa a anunciar o Evangelho. Ao invés das pessoas acolherem a Sua palavra e aderirem à sua mensagem, resolveram ficar na retranca. Talvez porque o conheciam desde pequeno… Conheciam a Sua família... Como é que uma pessoa simples, daquele povo, pode ser o enviado de Deus? Mas o evangelista quer ir mais longe… Talvez porque o povo ainda tinha na cabeça o conceito antigo... Deus é um Deus todo poderoso e o Seu enviado vem cheio de poder e magnificência… E Jesus, uma pessoa simples, carpinteiro, filho de carpinteiro, como pode ser Ele o enviado de Deus? As pessoas duvidaram da Sua palavra. Rejeitaram a Sua mensagem.

Engraçado que o povo conhecia muito bem a Sua fama, os milagres que tinha feito nas terras vizinhas. Mas ali Jesus não conseguiu fazer nenhum milagre. Porque será? O evangelista diz-nos porquê. Jesus não conseguiu realizar nenhum milagre ali por causa da falta de fé do povo. E a falta de fé impede a realização do Reino. A falta de fé impede reconhecer, na pessoa de Jesus, o enviado de Deus. Impede reconhecer Jesus como o próprio Deus. E ali Jesus não pôde fazer muitos milagres. E perguntavam: “Quem é esse? De onde lhe vem tudo isso? De onde vem essa sabedoria? Ele que nunca estudou em nenhuma escola dos rabinos aqui da terra, como é que ele consegue fazer todas essas coisas?”. Jesus, na Sua simplicidade, conseguiu manifestar a presença do Reino, conseguiu anunciar a Boa Nova. Isso quer dizer o quê? Na nossa fragilidade, na fragilidade do Homem de Nazaré a presença de Deus se manifesta. Deus não se manifesta em atos grandiosos ou em pessoas poderosas, manifesta-se na simplicidade da nossa vida, na fragilidade da nossa vida. A atitude de Jesus, a pessoa de Jesus quer mostrar-nos isso: Deus manifesta-se na simplicidade da nossa vida.

Talvez esse seja o grande desafio que nos brota do Evangelho de hoje: acolher com gratuidade a Boa Nova do Evangelho e sermos capazes de anunciar essa mesma Boa Nova onde quer que estejamos. Acolher com fé essa boa notícia, alegrar o coração, deixar-se animar por essa boa notícia e sair por aí e espalhar essa Boa Nova do Reino.

Jesus não pôde fazer nada ali por causa da falta de fé… Então deixa que Jesus enriqueça a sua fé, para que na sua simplicidade, na sua fragilidade a presença de Deus se manifeste a todas as pessoas à sua volta. Esse é o grande desafio que brota dessa leitura. Acolhe com simplicidade a palavra do Reino. Acolhe com simplicidade a palavra de Jesus que vem ao seu encontro.

Boa semana!

P. Jorge Benfica

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