Cai na Verdade!

4.ª Domingo Quaresma (Ano B)
Jo 3, 14-21

P. Pedro Manuel | Paróquia de Boliqueime

Desafio-te:

E tu? Vives em verdade? Relembra-te dos dez mandamentos! Vive a verdade!

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n'Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n'Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus. E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras. Todo aquele que pratica más acções odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus.
Palavra da salvação.

(Jo 3, 14-21)

Olá a todos! Depois de escutarmos este Evangelho pode parecer-nos que estamos diante de uma linguagem que não conseguimos compreender na plenitude. O Senhor diz-nos que tal como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do Homem será levantado da terra, para que todo aquele que O olhar seja por Ele salvo.

Eu gostaria que olhássemos para a serpente no deserto e víssemos aí o desafio que era feito a todos aqueles que tinham sido por ela picados, a sentirem-se curados... Pois todos nós picados pelo pecado e, muitas vezes, caídos pelo pecado... Sim, porque eu e tu caímos quando pecamos... Precisamos de olhar para Jesus que nos cura. E Jesus garante-nos esta salvação eterna que é a felicidade.

Aliás, diz-nos mais. Diz-nos que Deus nos amou tanto que quis enviá-lo a Ele, como filho unigénito, filho verdadeiro de Deus para nos redimir a nós caídos nas nossas iniquidades, caídos, muitas vezes, nas nossas fragilidades. E esta é a razão de ser da nossa fé. Deus chama-nos a descobrir qual a sua vontade a partir do momento em que, na nossa caminhada batismal, O vamos reconhecendo como Pai e, cada vez mais, nos reconhecemos como filhos. E este reconhecimento, que eu e tu podemos fazer da nossa filiação divina, ajuda-nos a perceber e a experimentar que Deus só pode amar diante da nossa natureza que tantas vezes nos faz cair.

Mas Jesus diz-nos mais. Diz-nos que veio ao mundo para salvar aquilo que, muitas vezes, está perdido. Pois bem, Ele veio para nos salvar. E veio para nos salvar porque Ele é a luz que pode afastar a nossa vida da queda da noite, da queda das trevas. E refere que quem pratica o mal afasta-se da luz. Ora, a luz é a verdade. Eu e tu somos convidados a andar a verdade. Bem podemos perguntar-nos se estamos na verdade que nos liberta, na verdade que nos salva ou nas trevas que teimam em fazer-nos cair.

Em tempo de Quaresma e neste IV domingo da Quaresma, que a Igreja chama domingo da alegria, podemos perguntar ao nosso coração: “E tu? E eu? Vivo na verdade? Sou imagem da liberdade? Ou deixo-me viver nas trevas, esquecendo que, por amor, Deus enviou o Seu filho ao mundo?”.

P. Pedro Manuel

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