Amor Infinito!

Ceia do Senhor (Ano C)
Jo 13, 1-15

P. Vitor Gonçalves | Paróquia de S. Domingos

Desafio-te:

Nesta semana, procura viver as celebrações onde quer que estejas. Vive o Dom da presença de Cristo que começou há 2000 anos e nunca mais acaba!

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. No decorrer da ceia, tendo já o Demónio metido no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, a ideia de O entregar, Jesus, sabendo que o Pai Lhe tinha dado toda a autoridade, sabendo que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura. Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que pusera à cintura. Quando chegou a Simão Pedro, este disse-Lhe: «Senhor, Tu vais lavar-me os pés?». Jesus respondeu: «O que estou a fazer, não o podes entender agora, mas compreendê-lo-ás mais tarde». Pedro insistiu: «Nunca consentirei que me laves os pés». Jesus respondeu-lhe: «Se não tos lavar, não terás parte comigo». Simão Pedro replicou: «Senhor, então não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». Jesus respondeu-lhe: «Aquele que já tomou banho está limpo e não precisa de lavar senão os pés. Vós estais limpos, mas não todos». Jesus bem sabia quem O havia de entregar. Foi por isso que acrescentou: «Nem todos estais limpos». Depois de lhes lavar os pés, Jesus tomou o manto e pôs-Se de novo à mesa. Então disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também».
Palavra da Salvação.

(Jo 13, 1-15)

Com a missa vespertina da Ceia do Senhor começamos o Tríduo Pascal. É o momento mais importante e solene da nossa caminhada cristã ao longo do ano litúrgico. E, por isso, esta Ceia que é, no fundo, também a Ceia de Jesus, antecipando a Sua morte e ressurreição, ela reúne um conjunto grande de acontecimentos.

Neste Evangelho, que é o lava-pés, o relato de S. João, que não nos dá um relato da instituição da Eucaristia como os sinóticos – Mateus, Marcos e Lucas –, mas nos dá esse gesto de Jesus lavar os pés aos discípulos. E começa esse Evangelho precisamente com esta frase: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.”. É precisamente esse amor até ao fim que a Páscoa celebra ou o amor sem fim de Deus por nós.

Na Ceia, nesta missa, nós celebramos três acontecimentos: a instituição da Eucaristia; no fundo, também a ordenação, o Sacramento da Ordem, porque os apóstolos ali foram investidos nesta mesma missão de Jesus; e o mandamento da caridade. S. João dá-nos, desde o capítulo 13, um conjunto de discursos de Jesus aonde este “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” é verdadeira novidade. E, por isso, este Evangelho com a alegria toda de Jesus ter inventado, ter criado uma presença que é a Eucaristia que depois cada domingo tornamos sempre tão vivo, faz com que algumas comunidades mesmo procuram fazer um momento de adoração depois da celebração da Ceia do Senhor.

Mas também a história, e depois veremos isso na festa do Corpo de Deus, fez uma festa especial em relação a essa presença de Jesus. Os apóstolos foram, de algum modo ali também, na Ceia, porque ela antecipa o que vai acontecer na cruz daí a horas, a entrega de Jesus por nós, pela humanidade toda, são investidos nessa mesma missão. “Fazei vós também aquilo que Eu fiz.”, diz Jesus no Evangelho de hoje. “Assim como Eu, que sou Senhor, fui servo, vós também deveis ser servos uns dos outros.” e esse gesto de lavar os pés é o sentido do cuidar, é o sentido do servir. E, por isso mesmo, o mandamento novo – “amai-vos uns outros como Eu vos amei” – como o desafio constante da nossa vida de cristãos.

Então, que proposta para este dia ou para estes dias? Acima de tudo, que eles não sejam dias que passam como os outros, porque são dias muito densos do amor de Deus connosco e por nós. E, por isso, o grande convite que faço é que procuremos viver as celebrações destes dias, dentro do possível. Na nossa paróquia habitual, nos lugares aonde formos, procurarmos viver com a comunidade, o dom desta presença de Cristo na sua Páscoa, a Páscoa que são estes três dias, mas que começou a ser há dois mil anos e nunca mais acaba!

P. Vitor Gonçalves

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