Amar o Amor

3.º Domingo de Páscoa (Ano C)
Jo 21, 1-14

P. Carlos Azevedo | Hospital D. Estefânia

Desafio-te:

Qual é a tua medida? Chega-te à frente!

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Partilha:

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, Jesus manifestou-Se outra vez aos seus discípulos, junto ao mar de Tiberíades. Manifestou-Se deste modo: Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar». Eles responderam-lhe: «Nós vamos contigo». Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. Ao romper da manhã, Jesus apresentou-Se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. Disse-lhes Jesus: «Rapazes, tendes alguma coisa de comer?». Eles responderam: «Não». Disse-lhes Jesus: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis». Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes. O discípulo predilecto de Jesus disse a Pedro: «É o Senhor». Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor, vestiu a túnica que tinha tirado e lançou-se ao mar. Os outros discípulos, que estavam apenas a uns duzentos côvados da margem, vieram no barco, puxando a rede com os peixes. Quando saltaram em terra, viram brasas acesas com peixe em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: «Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora». Simão Pedro subiu ao barco e puxou a rede para terra cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes. Esta foi a terceira vez que Jesus Se manifestou aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos.
Palavra da Salvação.

(Jo 21, 1-14)

Santa Páscoa para todos!

Estamos a celebrar esse grande mistério da nossa fé, que é a ressurreição de Jesus. Este domingo, nós somos todos convidados, uma vez mais, a sentir esta presença de Jesus vivo e verdadeiro e a sermos capazes de descortinar os sinais também da Sua presença no meio de nós. E hoje o Evangelho nos convida a isso mesmo, a percebermos como é que o Senhor continua a tornar-se presente na vida de cada um de nós.

Antes de mais, nesta delicadeza fantástica com que o Senhor se torna presente, junto ao Mar de Tiberíades, a acompanhar os Seus discípulos… Tão bonito! É fantástico como o Senhor continua a dizer-nos, antes de mais, que a Sua presença é algo que se manifesta pela nossa humanidade, naquilo que ela tem de mais simples mas, ao mesmo tempo, de mais belo e de mais fantástico. O Senhor revela-se neste cuidado que tem pelos discípulos.

Convidou-os depois da pesca milagrosa a juntarem-se a Ele e a poderem tomar uma refeição, que Ele, inclusivamente, já tinha começado e já tinha preparado. Podemos dizer, também, que a partilha é um destes sinais, um dos sinais que revela a presença do Senhor no meio de nós. Se é certo que, muitas vezes, esperamos que isso venha de fora para dentro, eu creio que mais facilmente o descobrimos quando esta partilha, com toda esta delicadeza, com todo este cuidado e esta atenção, nasce no coração de nós e passa para os outros. Fantástico! E, com certeza, que assim daremos, muito mais rapidamente, conta da Sua presença viva e verdadeira na nossa existência.

Mas não posso deixar de chamar a nossa atenção também para aquele que é o grande mandato de Jesus a Pedro, neste dia. Jesus questiona três vezes Pedro: “Pedro, tu amas-me?”. Essencialmente para dizer que, para seguirmos Jesus, é só isto que é preciso, é a fazermos com que o amor seja sempre verdadeiramente mais forte do que tudo mais na nossa vida. O amor tem que ser maior que o nosso pecado. O amor tem que superar o nosso pecado. Há de ser a grande medida da nossa vida! Para conduzirmos os irmãos, não é preciso mais nada senão isso mesmo. Mas não é, também, um amor qualquer. É amarmos, diria mesmo, amarmos o amor, o próprio Senhor em si mesmo. Amar o amor é a grande autoridade dentro da Igreja.

Podíamos dizer-te e desafiar-te, neste domingo, apenas a um caminho. Como termina o Evangelho, não é? “Apascenta as minhas ovelhas”. Põe-te ao caminho. Chega-te à frente. Joga-te! O Senhor pode-te dizer, também, que o que tens para amar e servir, não deixes para amanhã. Começa já hoje. Chega-te à frente e procura também fazer do amor e do amor ao próprio amor o mais que tudo na tua vida. Seja esta a tua medida.

P. Carlos Azevedo

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