Abandonado

Domingo de Ramos (Ano B)
Mc 11, 1-10

P. Abel Ferreira | Paróquia de Monte Abraão

Desafio-te:

Olha para o Evangelho da Paixão de Cristo, saboreia-o! Olha para Jesus! Esta semana procura viver o que Jesus fez por ti!

Descarrega: PDF | Video

Partilha:

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, ao aproximarem-se de Jerusalém, cerca de Betfagé e de Betânia, junto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípulos e disse-lhes: «Ide à povoação que está em frente e, logo à entrada, vereis um jumentinho preso, que ninguém montou ainda. Soltai-o e trazei-o. E se alguém perguntar porque fazeis isso, respondei: 'O Senhor precisa dele, mas não tardará em mandá-lo de volta'». Eles partiram e encontraram um jumentinho, preso a uma porta, cá fora na rua, e soltaram-no. Alguns dos que ali estavam perguntaram-lhes: «Porque estais a desprender o jumentinho?». Responderam-lhes como Jesus tinha dito, e eles deixaram-nos ir. Levaram o jumentinho a Jesus, lançaram-lhe por cima as capas, e Jesus montou nele. Muitos estenderam as suas capas no caminho e outros, ramos de verdura, que tinham cortado nos campos. E tanto os que iam à frente como os que vinham atrás clamavam: «Hossana! Bendito O que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem, o reino do nosso pai David! Hossana nas alturas!».
Palavra da salvação.

(Mc 11, 1-10)

Entramos nesta semana naquela que é a semana maior da nossa fé. Estamos a celebrar o domingo de Ramos. Este domingo é como que o pórtico de entrada de toda a Semana Santa. Nele vamos escutar o Evangelho da Paixão e aqui tudo acontece. Repara, Jesus começa por entrar em Jerusalém e, por isso, daí o nome de Domingo de Ramos, em que toda a multidão o aclama.

Quando se começou a escrever a história de Jesus não se começou pelo nascimento, começou-se precisamente pela narração da sua morte. E este, precisamente o que escutamos este ano, o Evangelho segundo S. Marcos é a narração mais antiga e, portanto, a mais fiável. Aparecem muitas coisas, mas gostava que nos concentrássemos só em duas hoje.

Em primeiro lugar, Marcos procura salientar uma coisa: a solidão com que Jesus vive este momento. Repara, Jesus está sozinho. Todos o abandonaram. A multidão que antes o tinha aclamado como “Tu és o rei! Tu és o maior!”, agora deixa-o sozinho porque ele está pronto a ser crucificado. Ninguém está com ele. Fazem ainda uma coisa pior, que é quando perguntam “Devemos soltar Jesus ou Barrabás?”, toda a gente diz “Barrabás”, o criminoso, o ladrão, aquele que realmente não prestava. E Jesus, o inocente, aquele que estava prestes a dar a vida, foi crucificado. Repara, Jesus está numa solidão extrema. Até tem este grito: ”Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”. Parece que Deus o deixou sozinho. Toda a gente…

Consegues imaginar o que será viver esta hora? Despido, pregado numa cruz, em que toda a gente escarnece dele... Os amigos foram-se embora… Os discípulos que lhe tinham dito: “Vamos contigo até onde quer que tu vás.”... E fica sozinho. Consegues-te imaginar assim? O que é que Jesus terá sentido?

Finalmente, o segundo ponto é este: no final, depois de Jesus morrer, há um homem que diz: “Este homem era verdadeiramente o filho de Deus.”. Não é nenhum discípulo, é um centurião romano, um soldado, alguém que estava habituado a ver muita gente morrer. E o que é que vê ali? Uma coisa completamente diferente, uma morte por amor. Nunca ninguém tinha morrido assim. Este homem percebe isso. Consegues tu hoje perceber que Jesus morreu de amor, por ti, por mim, que aquilo que Ele fez foi a maior coisa que alguém pode fazer?

Olha para este Evangelho... Saboreia… Olha para Jesus... Procura ao longo desta semana compreender, viver, perceber o que Jesus fez por ti, o que Jesus fez por mim.

P. Abel Ferreira

Newsletter

Subscreve já a nossa newsletter e recebe em primeira mão cada novo episódio.