6.º Domingo da Páscoa

6.º Domingo da Páscoa (Ano A)
Jo 14, 15-21

P. Nuno Branco | Jesuítas

Desafio-te:

  1. Desafio-te a imaginares o que dirias ao Senhor, se estivesses à mesa a jantar com Ele, na Sua despedida!
  2. Desafio-te a pensares numa pessoa concreta da tua vida, que pode precisar de ti, e o que podes fazer por ela!

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Paráclito, para estar sempre convosco: Ele é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver-Me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis. Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai, e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele».
Palavra da salvação.

(Jo 14, 15-21)

Estamos no 6º Domingo da Páscoa, às vezes a gente pensa, "Então mas a Páscoa não foi, a Páscoa não aconteceu já?", e perguntamos: "Como é que foi a Páscoa?". A Páscoa continua a ser, temos assim, um largo tempo para aprender a ser alegres, para aprender a estar bem dispostos, a viver consolados e confiantes no ressuscitado.

Então hoje temos o Evangelho de São João, capítulo 14. Vamos ver como o Evangelho de S. João, este capítulo 14, nos pode inspirar a viver este tempo da Páscoa. Uma nota prévia: O livro de São João tem assim, dois grandes volumes, o primeiro volume chamado o Livro dos Sinais, ou seja, onde Jesus faz gestos e depois explica por palavras, faz gestos para ajudar a que a nossa Fé possa aderir a ele, desde curas, a milagres, portanto este grande primeiro bloco, o livro dos sinais, o livro dos signos. Depois o segundo volume, chamado Livro da Glória, livro da grande revelação, onde finalmente Jesus se mostra como é que ele é. Então agora este capítulo 14, encontra-se, precisamente neste segundo bloco, Encontramos neste Livro da Glória um movimento, Jesus vai subindo, há aqui um movimento nesta narrativa, nesta descrição começando pela Paixão, a última ceia, Paixão, morte, ressurreição e finalmente ascenção. Há assim um movimento que nos ajuda a acompanhar esta subida. Nós estamos ainda como aqui, ainda em baixo preparados para subir esta montanha que é a própria Páscoa, a nossa vida também. Então, o que é que acontece neste capítulo 14? Há assim, Jesus à mesa com os apóstolos, tem assim um discurso de despedida, despede-se de cada um, de todos e dá assim duas chaves, dois conselhos. Primeiro, aquele que Me ama, guarda os meus mandamentos. Há assim uma frase: "Aquele que Me ama, guarda os meus mandamentos.". A segunda: "Eu não vos deixarei sozinhos. Vou partir, vou morrer, vou partir para o Meu Pai, mas não vos deixarei abandonados, não vos deixarei órfãos.". Então, "Quem Me ama, guarda os Meus mandamentos", pronto é isto, o que é que isto nos pode inspirar a alegria, aquele que mais ama, mais alegre vive. Aquele que se entrega à vida, que ama a Deus, que ama os outros, vive alegremente. Aquele que é suposto estar preocupado consigo, com o que se passa dentro de si, é assaltado, roubam-lhe a alegria, vive na tristeza. Então a alegria é isto, a pessoa entregar-se de coração aberto, com generosidade, Ama! Amar, é isto, o conselho que Jesus nos dá e que também a nós nos pode inspirar para a vida, Amar! e assim seremos alegres, andamos consolados e confiantes.

O segundo é: "Não vos deixarei órfãos, não vos deixarei abandonados.", ou seja, não estou com vocês assim, de corpo e alma, de maneira palpável, de maneira física, mas estou com vocês de maneira nova de maneira ressuscitada. Não vos deixarei órfãos, estarei com vocês. Agora a pergunta é: Como é que eu descubro esta presença nova, diferente do ressuscitado nas nossas vidas? Isto vai lá pela oração, vai lá pela entrega, pelo hábito da relação com o Senhor diariamente Eu consigo perceber como é que este Ressuscitado está na minha vida concreta. Então para ajudar a esta descoberta, esta nova maneira e para tomar consciência de que não estamos órfãos, não estamos abandonados, vou-vos assim propor dois exercícios.

Primeiro: Vão imaginar à mesa com o Senhor, imaginem a gente vai a jantares de turma, jantares de festa, podem imaginar eu à mesa com Jesus, que a minha oração seja esta, imaginar Jesus comigo à mesa e Ele me diria "Ama! Ama as pessoas, entrega, dá a vida", e eu ali ao jantar com este Senhor, enquanto como, enquanto bebo, o que é que eu lhe diria, a este Jesus que me empurra para fora que me empurra para a frente, que me empurra a subir esta montanha, o que é que eu lhe diria?

Segundo exercício, o último exercício seria este: Pensar assim numa pessoa concreta, pôr-lhe um nome pôr-lhe uma idade, o que é que a pessoa faz, que esteja a precisar do meu amor, da minha compreensão, da minha atenção, do meu cuidado. Pensar assim numa pessoa concreta, o que é que eu posso fazer por ela? Telefonar-lhe, é mandar-lhe um mail, é combinar um café com essa pessoa, é dar-lhe tempo, o que é que é? O que é que esta pessoa precisa de mim?

Portanto dois exercícios, imaginar um jantar à mesa com o Senhor, imaginar este discurso, e agora o que é que eu Lhe vou dizer, o que é que eu Lhe digo? Depois deste jantar de despedida posso até ficar assustado, mas o que é que eu Lhe vou dizer, o que é que Lhe vou responder? E finalmente este segundo exercício: Qual é a pessoa na tua vida, uma pessoa concreta, com nome, com família, com idade, o que é que esta pessoa está a precisar de ti, o que é que eu posso fazer por ela?

P. Nuno Branco

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