30.º Domingo do Tempo Comum

30.º Domingo do Tempo Comum (Ano A)
Mt 22, 34-40

P. Nuno Branco | Jesuítas

Desafio-te:

  1. A cuidar a tua relação com os outros! Faz o que te pedem mesmo que não te apeteça!
  2. A cuidar a tua relação com Deus! Faz uma coisa diferente, algo que torne mais especial o teu amor a Deus!

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, os fariseus, ouvindo dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus, reuniram-se em grupo, e um doutor da Lei perguntou a Jesus, para O experimentar: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?». Jesus respondeu: «'Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito'. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo, porém, é semelhante a este: 'Amarás o teu próximo como a ti mesmo'. Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas».
Palavra da salvação.

(Mt 22, 34-40)

Então, acabámos agora de ouvir este texto de S. Mateus, o capítulo vinte e dois. E ouvimos aqui outra vez uma coisa que aparece repetidas vezes em S. Mateus, a questão da Lei. O que é que eu tenho de fazer? Qual é o maior e o melhor mandamento? Há um conjunto de dez mandamentos, como sabemos, mas há aqui uma figura que experimenta Jesus e pergunta: “Afinal qual é que é o grande mandamento? Se tivéssemos de arranjar, assim, o principal deles todos, qual é que seria?”. E Jesus resume tudo a dois. No fundo, estes dois, podem-se resumir a eles porque eles são o fundamental de todos os mandamentos. Primeiro, amarás o Senhor teu Deus. E, segundo, amarás o próximo como a ti mesmo. Portanto, que estes sejam para nós os grandes mandamentos, os dois grandes mandamentos.

Depois vamos ouvir também em S. João: “Deus é amor”. A nossa vocação, aquilo para que nós somos chamados, qualquer um de nós é amar a Deus e amar os outros. E o amor a Deus passa pelo amor aos outros e o amor aos outros passa pelo amor a Deus. Então, pensar aqui nisto: O que é que é o amor para mim? Então aqui antes de entrar assim numa proposta que eu depois gostava de fazer... O amor às vezes passa por sentimentos, não é? Eu sinto amor por aquela pessoa. Eu gosto daquela pessoa. Eu acho graça àquela pessoa, àquela rapariga, àquele rapaz, àquele grupo de pessoas. Acho graça. Gosto de estar com eles. E sinto o meu amor por eles, pelos meus pais, pela nossa família, pelos nossos amigos, por tudo, não é? Às vezes pode acontecer que a gente não sente nada ou não sente aquilo que gostaria de sentir. Não pensar que amamos menos por isso, não é? A gente pode pensar que: “Eu não sinto nada por aquela pessoa” ou “Não me está a apetecer agora ir para aquele jantar. Não me apetece agora ir àquele jantar de anos. Não me apetece ir à catequese. Não me apetece…”. Ou seja, às vezes, não medir o amor pelo que me apetece, mas, às vezes, não me apetecendo e vou.

Dar, assim, exemplos: Imaginem uma mãe, que a meio da noite, o miúdo acorda a chorar... A mãe não lhe apetece nada levantar-se a meio da noite… A mãe ou ao pai. Mas levantam-se, não é? É isso o amor. A pessoa levanta-se para ir. Ou uma mãe que passa o tempo, a tarde, a preparar na cozinha uma festa de aniversário. Pode não lhe apetecer, mas está lá e fá-lo por amor. Portanto, também há vezes em que a gente deixa os sentimentos e os apetites, mesmo quando eles não apareçam, que a gente não deixe de fazer aquilo que tem de fazer, não é?

Propunha, assim, dois exercícios. Às vezes, lá em casa... Primeiro, pedem-nos para fazer uma coisa: “Vai fazer isto. Vai fazer aquilo.” e não me apetece. Fazê-lo, mesmo que não me apeteça fazê-lo, o que não quer dizer que não me apetecendo que isso seja menos amor. O primeiro exercício: Pensar, durante a semana, estar atento àquilo que me estão a pedir: “Faz isto. Vai ali. Vai acolá. Não te esqueças de fazer isto. Trabalhos que me são pedidos. Responsabilidades. Por aí fora, por aí fora…” e que não me apetece, mas que vou fazer. Vou fazer por amor. O primeiro exercício foi este. O segundo: Então, olhando aqui para a minha semana e sabendo que estes dois grandes mandamentos são o amor aos outros, mas também o amor a Deus, pensar agora, nesta semana: Como é que eu posso aqui fazer de maneira diferente? Ou mostrar de maneira diferente o meu amor por Deus? Bem, vou à missa, mas o que eu lá, por exemplo, na missa posso fazer de maneira diferente, ou na catequese ou na minha oração lá em casa? É lá em casa arranjar, assim, um espaço, uma vela, uma cruz, alguma coisa.

Então estes dois exercícios: cuidar a minha relação com os outros - coisas que os outros me pedem e que eu não me apetece nada mas vou fazê-lo por amor - e o segundo, cuidar a minha relação com Deus, desde lá em casa pôr uma vela ou uma cruz e fazer uma oração de cinco minutos antes de me deitar ou na missa ou no grupo de catequese… Nesta semana vou fazer uma coisa diferente que torne mais especial o meu amor a Deus…

P. Nuno Branco

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