3 Pontos

4.ª Feira de Cinzas (Ano B)
Mt 6, 1-6.16-18

P. Thomaz Fernandez | Paróquia de Queluz

Desafio-te:

Vive uma Santa Quaresma e procura a conversão! Confessa-te!

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus. Assim, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando rezardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa».
Palavra da salvação.

(Mt 6, 1-6.16-18)

Quarta Feira de Cinzas, princípio da Quaresma. É um tempo muito bom para examinarmos a nossa vida, para corrigirmos as nossas atitudes, para crescermos na vida cristã. Queria propor três pontos de reflexão a partir das leituras da missa.

Primeiro ponto: conversão. Podemos achar que a conversão é fruto do esforço humano. Eu ponho-me a pensar na minha vida, vejo que em tantas ocasiões ela foi incorreta e arrependo-me, porque sei que isso ofende a Deus e que é a causa da minha infelicidade. Não está incorreto. Isto é verdade. Mas vamos ouvir o que diz o profeta Joel na primeira leitura: “Convertei-vos a mim de todo o coração”, diz o Senhor. Vemos aqui que a iniciativa não é nossa, mas é de Deus. É Deus que vem ao nosso encontro. E podemos perguntar: Porque é que Deus quer que nós nos convertamos? Deus quer porque é o melhor para nós. Deus tem algo grande para nos dar, algo grande para fazer na nossa vida. O seu dom, o maior de todos, é o dom do Espírito, que nos transforma, que nos perdoa. Mas para nós acolhermos esse dom, precisamos da conversão, precisamos de nos arrependermos. São duas coisas que acontecem juntas, que não conseguem acontecer separadas. Deus quer amar-nos, quer derramar o seu amor na nossa vida, mas quer que nós queiramos também. É preciso querer. Tem que vir cá de dentro.

Segundo ponto: é o tempo favorável, diz-nos São Paulo. O presente é o único tempo que nos é dado viver. O passado não podemos mudar, encomendamo-lo à misericórdia de Deus. O futuro não sabemos se chegará para nós. Apenas podemos esperar em Deus, que nos concederá as ajudas necessárias para chegarmos ao Céu. Mas é no presente que nós podemos amar a Deus. É no presente que podemos fazer mudanças na nossa vida. A conversão é algo atual, aqui e agora.

Terceiro ponto: interior. Nas leituras de hoje, o Senhor avisa-nos, o Senhor alerta-nos que a conversão corre o risco de ser algo externo ou algo para se tornar visível aos outros, quando procuramos a admiração da parte dos outros. E não é assim. Aquilo que deve verdadeiramente mudar é o nosso interior. Na Bíblia chama-se o coração. É aqui que nós devemos ser verdadeiramente bons. Devemos querer ser bons a fundo. Começa nos nossos desejos, nos nossos pensamentos, na nossa vontade. E depois, concretamente, manifesta-se em ações exteriores. Estas ações como a esmola, a oração ou jejum, como Jesus indica no Evangelho, estas ações manifestam aquilo que se passa no nosso coração e também nos ajudam a transformar-nos interiormente. São duas coisas que fazem parte. É bom também não perder a consideração que a verdadeira conversão, que esta mudança radical de vida, deve-nos levar a nós católicos ao sacramento da confissão.

A todos desejo uma Santa Quaresma.

P. Thomaz Fernandez

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