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Santíssima Trindade (Ano B)
Mt 28, 16-20

P. Gonçalo Portocarrero de Almada | Opus Dei

Desafio-te:

Ao rezares o Pai Nosso, procura recordar que és filho de Deus e que te deves comportar como tal.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, os Onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-n'O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos»
Palavra da salvação.

(Mt 28, 16-20)

O mistério da Santíssima Trindade poder-se-ía, de alguma forma, resumir numa expressão: três em um. Três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que são, no entanto, um só Deus. Quando nós rezamos utilizamos aquela mesma expressão de Cristo quando indicou aos apóstolos que deviam batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Não dizemos os nomes como se fossem três deuses, mas dizemos um só nome porque as três pessoas são uma só substância e, por isso, nós confessamos, aliás como os judeus e outras religiões, que Deus é um só.

E este Deus que são três pessoas, que é, portanto, por assim dizer, uma família, é um Deus que nos ensina que Ele não é um ser distante, um ser afastado de nós, uma espécie de “gigante egoísta”, como dizia Oscar Wilde. É um Deus que nos é próximo, é um Deus que tem que ver com cada um de nós. Se calhar algum de nós podia perguntar: “O que é que eu tenho que ver com a Trindade? O que é que a mim me interessa que sejam três ou sejam dois ou que seja um só? Isso parece irrelevante. E não é verdade. Tem a maior importância. Por isso, nos foi revelado. Porque essa família que é Deus, essa comunhão existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo é uma família da qual também cada um de nós pertence, porque nós somos filhos de Deus, em Cristo, pela graça do Espírito Santo.

Pode ser muito importante ser filho de um rei ou de uma rainha aqui da Terra, mas é muito mais importante ser filho de Deus. E às vezes, se calhar, não temos isso presente. E esquecemo-nos que quando Nosso Senhor nos ensinou a rezar, nos ensinou a dirigirmo-nos a Deus, disse que a primeira palavra que deveríamos proferir era essa mesma: Pai, porque somos Seus filhos. É uma verdade gozosa que nos enche de alegria, que nos enche de esperança, que nos enche não daquela superioridade da soberba que não leva nem conduz a coisa nenhuma, mas que nos leva à atitude de gratidão e do serviço aos outros porque também eles são filhos de Deus.

Maria é talvez a criatura humana que experimentou mais de perto, mais intimamente este mistério. Filha de Deus Pai, mãe de Deus Filho e esposa de Deus Espírito Santo, ela foi um sacrário vivo da Santíssima Trindade. Vamos pedir-lhe a ela, mas também àqueles que nós poderíamos chamar a Trindade da Terra, Maria, Jesus e José, que eles nos ajudem para que também nós saibamos viver aquilo que S. Paulo designava como a liberdade gloriosa dos filhos de Deus.

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

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