21.º Domingo do Tempo Comum

21.º Domingo do Tempo Comum (Ano A)
Mt 16, 13-20

P. Norberto Louro | Missionários da Consolata

Desafio-te:

  1. Desafio-te a pensar qual é a tua missão, como podes ser pedra viva na tua comunidade?
  2. Desafio-te a responder a Jesus: quem é Jesus para ti?

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus». Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias.
Palavra da salvação.

(Mt 16, 13-20)

Ao passar pelas aldeias, porque Jesus percorria todas as aldeias da Palestina, suscitava uma enorme curiosidade. Os que já tinham ouvido falar n'Ele seguiam-n'O, ouviam-n'O, pediam-Lhe favores, pediam-Lhe milagres. Os que não tinham ouvido falar n'Ele, pela maneira como Ele falava e agia, perguntavam: “Mas quem é este homem? Quem vem a ser Ele? Com que autoridade é que Ele fala assim e faz o que está a fazer?”.

E o Evangelho de hoje diz-nos que a uma certa altura, Jesus começou a interrogá-los, a eles, às pessoas, ao grupo dos apóstolos que podiam informar melhor. E perguntou-lhes: “Quem dizem os homens que é o Filho do Homem, que Eu sou?”. E os apóstolos disseram, talvez também eles estivessem ainda convencidos disso: “Uns dizem que é Elias, outros João Batista ou é um dos profetas”. E Jesus, depois, lançou-lhes à queima-roupa: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”. O que corresponde a esta pergunta: “Para vós, quem sou Eu?”. E corresponde à mesma pergunta que Ele faz a nós: “Para ti, quem sou Eu?”.

Desta resposta depende, verdadeiramente, a transformação da nossa vida. É de uma grande responsabilidade, porque podemos criar imagens erradas de Deus, de Jesus, d'Ele próprio. Porque a fé não é a nossa fé. A nossa religião cristã não é uma ideologia, não é uma filosofia, não é uma moral. É uma relação íntima com Jesus, uma relação íntima com Ele. E se esta relação é verdadeiramente profunda não há nada que a destrua. E aqui começamos a ser discípulos. E então responderemos como Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. E Jesus gostou daquela resposta.

Mas disse-lhe: “Pedro, não são palavras tuas. Não foi a carne, nem o sangue que te revelaram isso, mas foi o meu Pai que te revelou isso”. De facto, nós sozinhos, para nós Jesus será sempre um mistério. Será sempre um mistério. O nosso conhecimento não alcança quem Ele é. Mas relacionando-nos com Ele e ouvindo a sua Palavra nós crescemos n'Ele e então ficamos a saber quem Ele é. E então, Jesus quase como agradecido ou já vinha preparando isso há muito tempo, mesmo que Pedro, às vezes, não concordasse com Ele, Jesus diz: “Tu és Pedro e sobre esta pedra eu construirei a minha Igreja”. E, portanto, Pedro sentiu-se apanhado, desta maneira, com uma missão nova. Jesus era a pedra angular da igreja. Ele como missão tinha de ser a pedra sobre a qual se iam erguer as comunidades cristãs e ia nascer o novo povo de Deus, a nova Igreja.

Teve muitas contradições, esta Igreja, ao longo dos tempos. Também Jesus as teve. Porque a Jesus aceitavam que Ele era o Messias pelo que fazia, mas não acreditavam que Jesus fosse aquele homem simples, pobre. E, também, de Pedro muitas vezes se desconfia: “Um homem como é que pode governar a Igreja e o mundo?”. Pois não é a carne, nem o sangue que move o Papa Francisco que agora nos rege em nome de Jesus, mas é, de facto, o Pai que está nos céus.

P. Norberto Louro

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